sexta-feira, 15 de maio de 2009

Paranatinga-MT

Alguém conhece uma cidade chamada Paranatinga no Mato Grosso? Não? Pois então, se não fosse pela música eu também não conheceria. Neste último final de semana fomos até lá tocar em uma festa de casamento. Tá, eu pensei que fossemos tocar na festa, mas acabamos tocando na cerimônia também, mas foi muito legal ver os noivos entrando de triciclo com a Rivers tocando Dire Straits a pedidos da noiva.

Claro que pra chegar em Paranatinga precisamos de um pouco de espírito aventureiro. Primeiro passo foi ter que ouvir todo mundo do mundo inteiro dizendo que essa viajem seria uma loucura, que não valeria a pena e bla bla bla bla.....eu penso o seguinte, quem quer chegar a algum lugar, tira a bunda do sofá e corre atrás. Eu faço isso e, quem não faz que se foda.

Voltando à aventura, digo, à viajem, tivemos muitos contratempos com transporte. Vai de van, não vai mais de van, vai de carro grande, não vai mais....bom, no fim vamos de popularzinho alugado mesmo. Próximo problema, como encaixar 4 pessoas e mais equipamento em um Golzinho? Resposta: não encaixa. Tive que abrir mão de levar meu equipamento. Levei apenas o baixo e um pedal Yamaha NE-1, meu salvador da pátria. O noivo ficou de arrumar um amplificador de baixo pra nós, mas numa cidade de 20.000 habitantes foi impossível encontrar algo sequer semelhante. Solução, baixo direto na mesa. Tem coisa mais horrível? Só não foi pior por causa do NE-1.

O show em si foi bem legal. Tivemos a participação do nosso amigo Juninho moendo a bateria, o Lira teve outros compromissos e não pode viajar conosco. Claro que tivemos que maneirar no peso das mãos porque era outro público que queria ouvir outras músicas, mas foi divertido. Confesso que voltei de lá um pouco frustrado pela falta do meu equipamento, afinal, não levei anos pra montar um kit interessante e chegar no timbre que eu queria pra tocar com baixo plugado direto na mesa. É, ao contrário do que alguns pensam, baixo também tem timbre e também precisa de equipamento bom e caro pra soar legal.......mas isso é conversa pra um próximo post.

Ahhh...um detalhe. Nos perdemos no caminho. Foi uma viajem no maior estilo “onde está Wally?” Alguém sabe onde está a placa que indica a direção de Primavera do Leste? Pois então, 100km depois descobrimos que era pro outro lado. Ao final do show estava conversando com o pessoal dos Abutres de Cuiabá, sobre a escolha da cidade para sede de jogos da Copa 2014 e perguntei a eles: “caras, como vocês querem ser escolhinhos se ninguém vai saber como chegar até lá?”

Saldo final: positivo. 1500 km percorridos, novos amigos, conheci mais um pedacinho do Brasil e sensação de dever cumprido.

terça-feira, 5 de maio de 2009

Final de semana pesado

Vamos começar pelo final........

A última cena do domingo, final de show em Maracaju, desmontamos o equipamento, carregamos pra van meio arrastados. Nos despedimos do pessoal da produção e vamos pra estrada de volta porque tem mais um show ainda pra fechar o domingo.

Já na van falo pro Lira: “ escolhe um DVD bom ai pra tirar um cochilo até Campo Grande”. Lira fuça na pasta e saca um Pink Floyd. Beleza, primeira música todo mundo antenado, comentando do palco, do timbre da guita, da iluminação do palco. Segunda música, silêncio na van. Terceira música: ttsssssssssssssssssssssssssssssss.......todo mundo fora do ar. 

Chegando em Campo Grande, tentei avisar que chegamos e parecia que eu tinha virado cover do Seu Jorge, a voz do Rodrigo também tinha ido pra LINS (Lugar Incerto e Não Sabido). Infelizmente tivemos que cancelar nossa apresentação no Campo Grande Rock Festival, pois estávamos além de atrasados, absolutamente sem condições físicas de tocar mais 1 hora.

Fazia tempo que eu não terminava um final de semana tão acabado, mas garanto que valeu a pena.

Ainda existem pessoas que pensam que palco é só diversão nossa de final de semana. Que músico nunca ouviu aquela maldita pergunta: ”me diz uma coisa, além de tocar, você trabalha?”. Pois é, santa ignorância. Sabe que eu adoro mostrar os “making offs” dos DVDs de shows pros meus amigos pra mostrar como é trabalhoso montar um show!

Quem acompanha a Rivers no Postinho geralmente chega após as 20:00, então já pega o palco montado, som passado, luz regulada e tudo pronto pra começar, mas não imagina que a maratona começou às 5 da tarde carregando o carro, montando meu equipo no palco, montando o som do bar, erguendo os PAs, escondendo os cabos (odeio cabo no palco), fazendo uma pré-passagem de som antes do resto da banda chegar. Depois disso ainda vem o show até meia-noite. E neste último final de semana ainda tivemos outro show no BarFly após o Postinho. Então desmonta tudo e remonta no BarFly, toca até quase amanhecer, desmonta e chega em casa às 6:30 da manhã, com um tempinho pra tomar um banho e deitar no sofá até a van chegar às 8:00 pra nos levar até Maracaju.

Cansou ai?
Eu cansei.

Ahh, pra matar a curiosidade do leigo, nós também trabalhamos durante a semana.

Valeu... Até a próxima.

WHIPLASH.NET - Rock e Heavy Metal